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Grupo “Jovens Adoradores” encena Via-Sacra nas ruas de Angatuba

A via-sacra realizada pelo grupo “Jovens Adoradores” percorreu as ruas da de Angatuba (SP) no último domingo (14). Com início na Paróquia Divino Espírito Santo em procissão até a Paróquia São Judas Tadeu, contabilizando 14 paradas que se deram em relação as 14 estações da via-sacra, contou com cerca de 500 fieis.

A Via-Crucis, que significa “Caminho da Cruz”, condiz ao trajeto que foi percorrido por Jesus Cristo desde o Pretório de Pôncio Pilatos até o Calvário, onde Jesus foi crucificado. Durante a procissão, os cristãos são levados a uma meditação profunda da Paixão e Morte de Jesus Cristo.

A cada parada, o grupo que contava com cerca de 55 jovens, representava uma das estações da via-sacra, sendo distribuídas pela cidade, até o ponto final do trajeto. Dentre os personagens estavam dispostos: Jesus, os apóstolos, Maria mãe de Jesus, Verônica, Simão de Cirene, as mulheres de Jerusalém que choram, os soldados, Caifás, o demônio e as tentações que sempre estavam ao lado do personagem de Jesus para, como o nome das personagens diz, fazer com que ele fosse levado a tentação e consequentemente ao pecado.

Laura Medeiros, 14 anos, que “foi uma das tentações”, disse que o objetivo de colocar as tentações como personagens sempre presentes foi para “mostrar que Cristo escolheu servir por amor e que o demônio jamais poderá vencer Jesus”. Ela ainda comentou sobre a complexidade de executar esse papel, pois “era difícil ver Jesus ali sofrendo e não poder chorar. São cenas fortes e que tocam o coração de todos. Era também muito difícil dar risada da ‘cara’ de Jesus, eu sentia um incômodo dentro do meu coração”.

Na história relatada pela bíblia, cita também que Jesus foi levado a condenação, porque Caifás (sumo sacerdote judaico) acusou Jesus de blasfêmia, e colaborou para que todo o povo se voltasse contra ele [Jesus]. João Gabriel Cafundó, intérprete deste personagem desde a primeira encenação feita pelo grupo, diz que “Caifás era da ordem religiosa, porém, era ganancioso. Ele conduz o povo a crucificar Jesus e quer somente o poder para si. Inclusive, estou há 3 anos como Caifás e a cada ano ele e, as atitudes que ele decidiu tomar, me assustam cada vez mais. Porque, sabemos que o que aconteceu, aconteceria de qualquer maneira, mas Caifás foi um dos mais culpados por toda essa dor”.

As cenas que mais impactaram os que estavam presente foram as quais Jesus cai e nem sequer tem forças para levantar, e que por sua falha no andar, sofre mais agressões dos soldados romanos e é alvo de zombaria do povo que o condenou. Segundo a tradição da Igreja, ao Jesus cair pela segunda vez, um homem chamado Simão da cidade de Cirene foi obrigado pelos soldados a ajudar o Cristo a carregar a cruz.

Tassiano Simeão, 25 anos, que interpretou o personagem afirmou que foi uma honra ser o escolhido para este papel, afinal “participar da Via-Sacra é muito importante, além disso, foi uma honra interpretar Simão de Cirene, aquele que nem sequer sabia o que estava acontecendo, mas foi obrigado pelos soldados a ajudar Jesus. Fico imaginando o privilégio que ele teve de poder carregar a cruz de Jesus, por estar ao lado d’Ele. Certamente, Jesus ficou agradecido por isto que Simão fez”.

Tassiano acrescenta que “temos como missão ajudar aqueles que caminham ao nosso lado, devemos muitas vezes, diminuir o passo para andar ao lado daqueles que precisam; devemos ser sinal de esperança e luz para aqueles que precisam encontrar Jesus”.

Um outro momento muito marcante para os fiéis se passou quando Maria vai ao encontro de Jesus caído, e tenta o consolar, mas rapidamente também é apanhada pelos soldados que a mandam para longe dali. “A dor de Maria foi de sangrar, porque nosso amor por um filho não tem medidas, queremos sempre o melhor para eles. E Maria vendo seu filho sendo flagelado, sem nenhuma culpa, e ela nada podia fazer”, observa Jocimara Corrêa, que acompanhou em a via-sacra.

Para ela, participar desse evento “é uma mistura de emoções. Ver toda dor, o sofrimento, nos sentimos fracos, sem reação e nos faz refletir o quanto de amor Jesus tem pelo seu povo e muitas das vezes somos ingratos, nos esquecendo disso”.

Os fieis, durante o percurso, reviveram o momento vivido por Jesus, permanecendo em constante reflexão. “Através da encenação mostramos toda dor e sofrimento que Jesus passou somente para nos salvar. Tanto para quem assiste como para nós que tentamos ser mais realistas possíveis e nos colocamos no lugar de cada pessoa que vivenciou esse acontecimento. Inclusive os passos de Jesus, é emocionante e motivador viver essa realidade”, conta Larissa Senevaites, 15 anos, que participou como tentação.

A jovem acrescenta ainda que considera extremamente importante fazer a via-sacra encenada, já que “muitas pessoas quando leem apenas, não conseguem imaginá-la, vivenciá-la e, nosso objetivo com a encenação é transmitir ao público o mais real possível, a dor de Jesus, de Maria, e principalmente converter muitas almas”.

A Via-Sacra encenada pelos jovens aconteceu pela terceira vez neste ano e cada vez tem atraído mais pessoas, tanto os que não são cristãos, que também querem assistir a representação. A recepção também tem sido estimulo cada vez mais aos jovens, que desejam acima de tudo pregar o evangelho através da arte.

Gabrielle Corrêa, que interpretou uma das tentações, comenta que além de tudo, a preparação para a encenação une mais o grupo e os mantém mais próximos. “O fato de estarmos sempre juntos para ensaiarmos e também nos reunirmos em oração, nos traz uma maior união e realmente aumenta a amizade entre todos. E mesmo nos ensaios, quanto fora, ajuda-nos a entender o quanto Jesus sofreu por nós e como cada pessoa reagiu e reage com isso, podemos parar e refletir ‘em qual desses personagens eu me encaixo?’, é acima de tudo uma reflexão do nosso eu, de reparamos quem nós somos”, encerra.

Texto: Francine Corrêa/Pascom/Angatuba

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