Palavra do Bispo

A PALAVRA DE DEUS É VIDA

Deus em seu infinito amor nos criou e quer o nosso bem, a nossa felicidade. Por isso, nos dirige sua Palavra para nos iluminar e nos orientar no caminho da Vida Plena.

A Palavra de Deus foi pronunciada na criação, na história de Israel, e na plenitude dos tempos, em Jesus Cristo, no qual a Palavra se fez carne e habitou entre nós. A Palavra de Deus se manifestou plenamente na vida, nos ensinamentos, e nas atitudes de Jesus Cristo, principalmente em sua entrega: na Paixão, Morte e Ressurreição.

Alimentados de Cristo, de sua palavra e de sua vida, de modo especial na Eucaristia, somos impregnados de seu Espírito de Amor, e nos tornamos suas testemunhas na construção de um Mundo Novo, de fraternidade, justiça e paz, sinais da presença de seu Reino, que atingirá sua plenitude na Glória do Pai, quando Deus será tudo em todos.

A Palavra de Deus nos dá a sabedoria de viver de acordo com Deus, do jeito de Cristo. Com Maria queremos acolher e viver a Palavra de Deus: “Faça-se em mim segundo tua Palavra” (Lc 1,38).

Na verdade, temos que decidir entre a Vida e a Morte: Acolher e praticar a Palavra de Deus, vivendo no Amor = Caminho de Vida. Rejeitar a Palavra e se orientar pelos próprios instintos egoístas = Caminho de Morte.

Reconhecendo ser a Palavra de Deus fundamental em nossa vida, a Igreja pós Concílio Vaticano II tem se empenhado em promover a leitura e o estudo da bíblia, através de campanhas, como a escolha de Setembro, como o mês da Bíblia.

Neste ano a CNBB escolheu o estudo do Evangelho de São Mateus com o tema: “Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Mateus” e o lema; “Ide fazer discípulos e ensinai” (cf. Mt 28,19-20).

Vamos aprender com o Evangelho de São Mateus a sermos discípulos missionários de Jesus Cristo.

CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS NA IGREJA E NA SOCIEDADE

Queridos irmãos e irmãs que acessam nosso site diocesano, graça e paz a todos vós!

O Concílio Vaticano II afirmou a plena incorporação dos fiéis leigos à Igreja e ao seu mistério. Segundo a Constituição Dogmática Lumen gentium, a Igreja nos afirma: “pelo nome de leigos aqui são compreendidos todos os cristãos, exceto os membros de ordem sacra e do estado religioso aprovado pela Igreja. Estes fiéis foram incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos povo de Deus e, a seu modo, feitos partícipes do múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo, pelo que exercem sua parte na missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo” (LG n.31).

Com esta definição, fica claro que o leigo é Igreja, não apenas pertence à Igreja, assim como “somos um só corpo em Cristo, e, cada um de nós, membros uns dos outros” (Rm 12,5). A dignidade dos membros e a graça da filiação são comuns a todos.

E todos são chamados à santidade, acolhendo e testemunhando o amor de Deus Pai, manifestado em Cristo e derramado em nós pelo Espírito Santo.

O leigo, sujeito na Igreja e no mundo, é o cristão maduro na fé, que fez o encontro pessoal com Jesus Cristo e se dispôs a segui-lo com todas as consequências dessa escolha; é o cristão que adere ao projeto do Mestre e busca identificar-se sempre mais com sua pessoa; é o cristão que se coloca na escuta do Espírito, que o envia à edificação da comunidade e à transformação do mundo na direção do Reino de Deus.

O sujeito cristão se realiza como pessoa dentro da comunidade cristã. Por outro lado, é sempre oportuno lembrar que os cristãos são também cidadãos e, como tais, juntos com as pessoas de boa vontade, devem assumir ativamente esta cidadania em toda a sua amplitude.

Assim sendo, eclesialidade e cidadania não podem ser vistas de maneira separada..

O cristão, permanecendo Igreja, constrói cidadania no mundo, ou seja, assume sua missão sem limites e fronteiras, através de sua presença nas macro e micro estruturas que compõem o conjunto da sociedade. Afinal, a Igreja existe unicamente para servir como Jesus Cristo serviu. “É a pessoa humana que deve ser salva. É a sociedade humana que deve ser renovada” (GS,n.3).

Saudação carinhosa a todos os cristãos leigos e leigas, atuantes na Igreja e na Sociedade. Deus os abençoe e os recompense por sua dedicação em nossa Diocese.

Deus nos ama e conta conosco!

Deus não quer agir sozinho, quer a nossa participação. Fazemos parte de seu plano de Amor. Eis a motivação do chamado divino, que exige de cada pessoa uma resposta de amor, concretizada na missão, que nos foi confiada.

O chamado de Deus é sempre um desafio: Ao sermos chamados à vida, é-nos confiada a missão de sermos felizes com os outros e que assim todos possamos viver bem, com dignidade, justiça e paz.

Ao sermos chamados à fé, pelo batismo, nós nos comprometemos a seguir os ensinamentos de Jesus Cristo e a colaborar com os homens na busca da verdade, do bem, vivendo como irmãos. Fortificados em Cristo, pela sua Palavra e pela sua Vida, impregnados de seu Espírito de Amor, testemunhar a alegria de amar no amor de Cristo, colocando nossos dons a serviço das necessidades dos outros, para que todos tenham vida e a tenham em plenitude (Jô.10,10): É a vocação cristã.

Ao sermos chamados a um determinado estado de vida (sacerdotal, religioso, matrimonial), assumimos um compromisso específico com a comunidade eclesial, com tarefas e responsabilidades inerentes a cada uma destas vocações. É bom lembrar que é o Amor que dá sentido a todas as vocações. É por amor que se assume o compromisso de formar e viver a vida matrimonial, e é também por amor que se assume uma vida consagrada totalmente a Deus para servir o povo de Deus, principalmente os pobres.

Os cristãos leigos além da possibilidade de uma vocação matrimonial, também são chamados: Na Igreja, a assumir a sua participação desempenhando algum serviço ou ministério na sua comunidade, na liturgia, nas pastorais, na catequese, nos movimentos e associações. No Mundo do trabalho a assumir uma profissão, como meio de colaborar para o bem das pessoas, através de seu serviço. Na Sociedade, como cidadão a promover com responsabilidade o Bem Comum, na sua participação política e social.

Vemos assim que é um ato de justiça e de respeito pela pessoa humana a questão vocacional, pois toda vocação é para a missão.

Para que o chamado de Deus possa ecoar no coração das pessoas, principalmente dos jovens, é preciso educar para o Amor, para a participação, para pensar no bem dos outros, para sonhar um Mundo melhor, para ter ideais, projetos de vida, para cultivar os valores humanos e cristãos, para conhecer os sofrimentos e as necessidades das pessoas e reconhecer os apelos de Deus pela justiça, pela vida, pela dignidade e pela paz.

Dentro deste contexto, vamos entender também que o Padre é tão necessário para a Sociedade como o médico, o prefeito, o professor. O padre não é padre para si, mas para os outros; Quanto bem o padre faz para a família, as crianças, os jovens, os idosos. Ele é um benfeitor da humanidade.

Precisamos de padres. Isso exige que todos sejam envolvidos na revitalização vocacional. Criar uma cultura vocacional. “Promover vocações é uma urgência para toda a Igreja e uma prioridade presbiteral inadiável”. “O sacerdote é o amor do Coração de Jesus”.

 

 

Palavra do Bispo

Com a graça de Deus, estamos iniciando, neste mês de agosto, uma nova etapa da Pastoral da Comunicação em nossa Diocese de Itapetininga. Saudamos carinhosamente a todos os internautas que nos visitam em nosso site, expressando comunhão e participação em nossa missão evangelizadora. Que Deus os abençoe!

Nesta primeira semana de agosto – mês vocacional – prestamos nossas homenagens e nossa sincera gratidão aos reverendíssimos Padres, que no dia 04 celebram o seu Patrono: São João Maria Vianney. Parabéns! O PADRE É UM DOM DE DEUS.

A descoberta de que fomos conquistados por Cristo, pois “não fostes vós que me escolhestes, fui Eu que vos escolhi e vos dignei para dardes fruto” (Jo 15,16), desperta em nós a correspondência amorosa ao amor de predileção que é pressuposto da nossa vida e missão como presbíteros. ” Fomos alcançados pela misericórdia de Deus” . Ele nos amou e nos escolheu.

A vocação e o ministério sacerdotal são dons de Deus à sua Igreja para continuar a missão de Jesus Cristo, Bom Pastor (Doc.93,42).

” A  vocação sacerdotal é um dom de Deus, que constitui certamente um grande bem para aquele que é o seu primeiro destinatário. Mas é também um dom para a Igreja inteira, um bem para a sua vida e missão” (PDV 41).

O nosso primeiro cuidado como presbíteros é o de sermos como Jesus Cristo, Bom Pastor, vivendo e agindo como Ele, possibilitando uma maturação pessoal de modo que possamos dedicar-nos plenamente ao ministério de pastores que Deus e a Igreja nos confiam em prol das comunidades.