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AIS: 12 mil casas destruídas pelo Estado islâmico na Planície de Nínive

Quase 12 mil casas, situadas nos povoados cristãos da Planície de Nínive, no Iraque, foram destruídas pelo Estado Islâmico. Os custos para a reconstrução são estimados em quase 190 milhões de dólares.

Estas são as conclusões de um estudo realizado pela fundação pontifícia ‘Ajuda à Igreja que Sofre’ (AIS). “Atualmente, em Irbil, no Curdistão iraquiano, existem cerca de 14 mil núcleos familiares que fugiram da Planície de Nínive por causa da violência perpetrada pelo Estado islâmico”, lê-se na nota de AIS, divulgada nesta terça-feira (28/03).

Segundo a Agência Sir, trata-se de cerca de 90 mil pessoas (eram mais de 120 mil em 2014). Doze mil famílias ainda dependem da ajuda humanitária fornecida por AIS. Foi perguntado a mil e quinhentas famílias se pretendem retornar a seus povoados de origem. Mais de mil e trezentas responderam à enquete: 41% respondeu afirmativamente, e 46% está avaliando tal hipótese.

Em novembro passado, AIS fez outra pesquisa entre 5.762 refugiados internos: 3,3% dos entrevistados tinham a intenção de retornar a seus povoados.

Naquela época, a segurança nas regiões libertadas era muito precária, e as operações militares estavam ainda em andamento. Segundo um estudo recente, 57% dos entrevistados referiram que suas propriedades foram saqueadas, 22% disseram que suas casas foram destruídas. O restante não estava em condições de fornecer informações sobre o estado atual de suas moradias. 25% referiram que seus documentos de identidade foram roubados pelos terroristas do Estado islâmico.

Depois de calcular os danos, a fundação AIS, auxiliada por agentes das dioceses locais, está procedendo na avaliação dos edifícios destinados ao público como escolas, clínicas e lugares de culto.

“A fase de avaliação dos prejuízos já foi quase concluída. Estamos prontos para a fase operacional. O projeto de fazer a vida retornar aos povoados cristãos da Planície de Nínive é realmente ambicioso”, disse o diretor de AIS-Itália, Alessandro Monteduro.

“Daqui aos próximos meses, todo benfeitor da fundação poderá por uma pedra para a reconstrução. Ajudar os cristãos iraquianos a viver em sua pátria, como eles desejam, é uma ação concreta e construtiva ao alcance de todos. Significa a esperança que cairá sobre o horror causado pelo Estado islâmico”, concluiu Monteduro.