Rádio Conexão Católica

DOMINGO DE RAMOS ASSINALA INÍCIO DA NOVA JERUSALÉM, DIZ DOM GORGÔNIO

Neste domingo (20/03), a Igreja celebra o Domingo de Ramos. A celebração marca o início da Semana Santa, segundo Dom Gorgônio, e assinala o início da Nova Jerusalém. Em sua mensagem ao programa Evangelho da Alegria para Rádio Gaudium Domini, o Bispo explica que a entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho, vêm como sinal de humildade, de alguém que “vem para servir; Ele é um rei diferente. Não vem para dominar ou impor, mas vem para manifestar o amor, para dar a vida. Não vem pelo poder da força, mas vem pela força do amor.”

E Dom Gorgônio nos exorta afirmando que a presença dos ramos nas casas “não deve ser visto isso como algo folclórico, como amuleto da sorte ou de proteção contra os perigos, mas, como algo sagrado. Levamos para casa [os ramos] como sinal visível do compromisso assumido de seguir Jesus no caminho ao Pai. A presença dos ramos em nossos lares deve ser uma lembrança de que, hoje, aclamamos Jesus como nosso Rei e que desejamos aclamá-lo durante toda nossa vida como nosso Salvador!”.

Em sua prece no fim da mensagem, o Bispo pediu “que estes ramos nos lembrem, realmente, esta esperança, esta fé, a certeza da vitória do Amor. E que nunca desanimemos na vida, caminhemos sempre firmes com Cristo Jesus. Amém.”

 

Leia na íntegra a mensagem de Dom Gorgônio para o programa Evangelho da Alegria deste domingo:

Com o Domingo de Ramos iniciamos a Semana Santa. É a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Isso marca o fim que Jerusalém representava para o Antigo Testamento e assinala o início da Nova Jerusalém. A Igreja que se estenderá por tudo mundo como sinal universal da futura redenção. Jesus adentra Jerusalém onde Ele completa sua missão. E ali Jesus vai dar a vida por nós e dali brota esta vida nova. Vai comunicar Vida a todo mundo.

A primeira leitura deste domingo é no livro do profeta Isaías (cap. 50, 4-7) apresenta a missão do servo sofredor que testemunhou entre os povos a Palavra da Salvação. Apesar do sofrimento da perseguição, o profeta confiou em Deus e realizou o plano de Deus. A figura do servo de Javé se realiza em Cristo, Ele é o que carrega sobre si o sofrimento do povo, carrega nossas misérias, nossos pecados e se oferece por nós.

O Salmo (21:22a) tem grande importância, é mencionado por Cristo na cruz: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”. Representa esse Jesus que desce ao mais fundo da realidade humana para nos alcançar a todos por Sua misericórdia.

A segunda leitura na carta aos Filipenses (cap. 2, 6-11) é o hino que apresenta o despojamento de Jesus. Humilhou-se até a morte e morte de cruz como servo de Javé, mas foi glorificado como Filho de Deus na ressurreição. Foi obediente até a morte e morte de cruz. Por isso, ao nome de Jesus se dobrará todo joelho no céu e na Terra para glória de Deus.

O Evangelho deste domingo, primeiro é o evangelho da benção dos Ramos, a entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho. Vem com humildade, vem para servir, Ele é um rei diferente, não [vem] para dominar ou impor, mas vem para manifestar o amor, para dar a vida. Não vem pelo poder da força, mas vem pela força do amor. O Evangelho depois proclamado na liturgia é a Paixão e morte de Jesus, neste ano segundo a narrativa de Lucas.

Celebrar a paixão e morte de Jesus é abismar-se da contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil, por amor Ele veio ao nosso encontro, assumiu nossos limites, experimentou a fome, a dor, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai e estendido no chão, esmagado contra a terra, traído, abandonado, incompreendido, continuou a Amar.

Levamos neste domingo para casa os ramos, como lembrança dessa celebração. Não deve ser visto isso como algo folclórico, como amuleto da sorte ou de proteção contra os perigos, mas, como algo sagrado. Levamos para casa [os ramos] como sinal visível do compromisso assumido de seguir Jesus no caminho ao Pai. A presença dos ramos em nossos lares deve ser uma lembrança de que, hoje, aclamamos Jesus como nosso Rei e que desejamos aclamá-lo durante toda nossa vida como nosso Salvador!

Que estes ramos nos lembrem, realmente, esta esperança, esta fé, a certeza da vitória do Amor. E que nunca desanimemos na vida, caminhemos sempre firmes com Cristo Jesus. Amém”.

Dom Gorgônio Alves da E. Neto, CR

Bispo Diocesano de Itapetininga

Imagem Ilustrativa: Divulgação/Internet