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Em Itapetininga, Missa em memória à Consciência Negra é neste dia 12

Em memória ao Dia da Consciência Negra, neste sábado (12/11), Dom Gorgônio preside a santa missa às 19h na Catedral Nossa Senhora dos Prazeres, em Itapetininga (SP). Na celebração, alguns grupos afrodescendentes e indígenas estarão presentes.

De acordo com Mário Antonio Silva, um dos fundadores da Pastoral Afro-brasileira de Itapetininga e atual presidente da Associação Cultural Treze de Maio, estarão presentes: um grupo da Pastoral Afro da comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus de Tatuí (SP), membros da comunidade negra de Sorocaba – entre eles, o coordenador da capoeira Cordão de Ouro, José Lucas Neto -, um grupo de Capoeira de Itapetininga, integrantes da Congada de São Paulo e de uma comunidade indígena.

O presidente está auxiliando na organização da liturgia junto com a equipe litúrgica da Catedral e destaca alguns momentos importantes nesta celebração:

“Teremos na celebração a entrada das bandeiras do Brasil, do Estado de São Paulo e de Itapetininga, e das três crianças (simbolizando o branco, o negro e o índio). Ainda no início, a imagem de Nossa Senhora Aparecida entronizada junto com um “tronco” – simbolizando também o sofrimento –, onde a imagem ficará exposta. Além disso, no ofertório serão apresentados alimentos, recordando as celebrações que se faziam para os escravos nas senzalas em que a comida era abençoada e partilhada entre todos”.

Sobre a importância de se celebrar o Dia da Consciência Negra, Dom Gorgônio afirmou que:

“A Igreja precisa inculturar, ou seja, valorizar a fé em todas as culturas humanas. A valorização é um princípio importante para a nossa missão pois, busca resgatar a dignidade humana. Com esta memória, reconhecemos a história do negro e o quanto este povo foi sacrificado. Reconhecemos que somos todos irmãos, independente de raça, acolhendo uns aos outros, cada um com suas riquezas culturais”.

Quanto à celebração eucarística, o bispo ressaltou que “o rito é o mesmo orientado pela Igreja. Talvez com algumas músicas que lembrem o ritmo próprio da cultura negra, mas não há nada que prejudique o seu sentido”.

Imagem ilustrativa: Divulgação/Internet