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MEDJUGORJE, JOVENS, INTERNET: O PAPA RESPONDE À IMPRENSA

No voo de retorno de Sarajevo a Roma, sábado (06), o Papa cumpriu a promessa e manteve a sua habitual conversa com os jornalistas que o acompanharam na viagem. Foram abordados alguns temas, como a questão de Medjugorje, aonde teriam havido aparições de Nossa Senhora e há anos o Vaticano investiga sobre o tema. “Em breve tomaremos uma decisão sobre Medjugorje”, garantiu o Pontífice aos jornalistas.

Francisco adiantou que até o final de junho, a Congregação para a Doutrina da Fé convocará uma “feria quarta”, sessão especial de cardeais e bispos, para deliberar sobre o problema. O Papa explicou ainda que Bento XVI, em seu Pontificado, criou uma comissão de cardeais, teólogos e especialistas que realizou um estudo de 3 ou 4 anos: um trabalho bonito”, apontou o Papa.

Viagens futuras, jovens, Internet e hipocrisia

Respondendo a perguntas sobre suas próximas viagens na Europa, lembrou que “quer começar por países pequenos, que sofreram”; no entanto, já está no calendário (mas não anunciada oficialmente) uma visita à França.

Comentando a conversa com os jovens no Centro Juvenil João Paulo II, seu último compromisso na capital bósnia, quando criticou os poderosos que falam de paz mas vendem armas “por debaixo do pano”, Francisco completou: “Existe sempre hipocrisia… Por isso eu disse que não é suficiente falar de paz; se deve fazer a paz. Quem fala de paz e favorece a guerra vendendo armas é hipócrita”.

A uma pergunta sobre os jovens que estão cada vez mais na frente do computador, Francisco explicou que “duas coisas devem ser consideradas: o comportamento e o conteúdo. O comportamento, estar sempre ligado na Internet, faz mal à alma, priva da liberdade, escraviza. Muitas famílias se queixam que os filhos levam seus celulares até para a mesa!”. Segundo Francisco, “a linguagem virtual é uma realidade que não se pode negar, mas deve ser usada na direção justa. É um progresso da humanidade, mas quando rouba espaço à vida social e familiar, ao esporte ou à arte, se torna uma doença psicológica”.

Em relação ao conteúdo, o Papa observou que “existem programas pornográficos, vazios, sem conteúdo; que fomentam o relativismo, o hedonismo e o consumismo. O consumismo é o câncer da sociedade, e disso falarei na próxima encíclica, que sairá neste mês”.