A médica Dra. Camila Castanho, de Itapetininga, viveu recentemente duas experiências missionárias que marcaram profundamente sua trajetória profissional, humana e espiritual. Entre os meses de maio e junho deste ano, ela integrou expedições de assistência à saúde na Amazônia, levando atendimento médico a populações indígenas e ribeirinhas que enfrentam grandes desafios de acesso aos serviços básicos.
A primeira missão aconteceu junto ao Barco Hospital Papa Francisco no Pará, que prestou atendimento ao povo indígena Sateré-Mawé. Durante os dias de trabalho, a médica realizou consultas em comunidades indígenas localizadas em regiões remotas da floresta amazônica.
Um dos desafios enfrentados durante a missão foi a comunicação com muitos pacientes que não falavam português. Mesmo assim, o acolhimento e a disposição para servir permitiram criar vínculos e oferecer o cuidado necessário. Para a médica, a experiência também proporcionou um contato profundo com a riqueza cultural dos povos indígenas.
“Apesar das dificuldades de comunicação, conseguimos nos aproximar por meio do acolhimento, do respeito e da vontade de servir. Foi uma oportunidade única de conhecer de perto uma cultura tão rica e diferente da nossa.”, destacou a Dra. Camila.
Além do atendimento médico, a missão revelou a presença concreta da Igreja Católica na Amazônia. A base de apoio da expedição funcionava em uma área mantida por missionários e sacerdotes que atuam na educação, evangelização e promoção humana das comunidades indígenas.
“Foi emocionante perceber a presença da Igreja em uma região tão distante, levando não apenas evangelização, mas também educação, desenvolvimento e esperança”, relatou.
Entre os momentos mais marcantes da viagem, Dra. Camila recorda a visita a uma pequena capela dedicada ao Beato Carlo Acutis, localizada em plena floresta amazônica.
“Ver a devoção a um santo tão jovem em um lugar tão remoto foi um sinal bonito da universalidade da Igreja e da força da fé que chega aos lugares mais distantes”, afirmou.
Entre uma expedição e outra, a Dra. Camila teve a oportunidade de conhecer o trabalho de um Instituto que realiza resgates e transporte de pacientes em áreas remotas por meio de hidroaviões, o que permitiu compreender ainda mais os desafios enfrentados por quem vive na Amazônia.
Poucos dias depois, a médica participou de uma nova missão, desta vez a bordo do Barco Hospital São João XXIII, com destino às comunidades ribeirinhas da região de Beruri, no Amazonas. Durante a expedição, teve a alegria de encontrar outra profissional de Itapetininga: a Dra. Paula Alguz Xavier, médica cirurgiã vascular. Além de serem conterrâneas, ambas pertencem à Paróquia Nossa Senhora das Estrelas.
“Foi muito especial compartilhar essa experiência com alguém da nossa terra. Encontrar a Dra. Paula em meio à missão foi uma alegria e um sinal da generosidade de tantos profissionais que colocam seus talentos a serviço do próximo”, destacou.
Nas comunidades ribeirinhas, as médicas atenderam famílias que convivem diariamente com dificuldades de deslocamento e acesso aos serviços de saúde. Ao mesmo tempo, encontraram pessoas marcadas pela fé, pela esperança e pela gratidão.
“Conhecemos histórias de vida marcantes, vimos de perto situações de pobreza e dificuldades de acesso à saúde, mas também encontramos pessoas cheias de fé, esperança e gratidão. Em cada atendimento percebíamos o quanto nossa presença ali fazia diferença”, recordou.
Ao retornar para Itapetininga, Dra. Camila trouxe consigo a certeza de que a missão foi muito além da prática médica. As experiências vividas reforçaram seu compromisso com o cuidado integral da pessoa humana e com os valores do Evangelho.
“Essas missões me ensinaram que levar saúde é também levar acolhimento, dignidade e amor ao próximo. Volto para casa com a certeza de que recebi muito mais do que ofereci. Foi uma experiência que fortaleceu minha fé, renovou meu propósito como médica e me mostrou, mais uma vez, que servir é uma das formas mais bonitas de viver o Evangelho.”
O testemunho da Dra. Camila Castanho e da Dra. Paula Alguz Xavier evidencia o compromisso de profissionais de nossa Diocese com a promoção da vida, da dignidade humana e da solidariedade cristã, levando esperança e cuidado às populações mais vulneráveis e distantes do país.












Samuel Medeiros – Assessoria de Imprensa / Cúria Diocesana
Fotos: Arquivo Pessoal – Dra. Camila Castanho
