Rádio Conexão Católica

Conclusão do Ano e do Centenário de morte de Charles de Foucauld

Concluíram-se oficialmente, neste 1° de dezembro, as celebrações do Centenário de morte de Charles de Foucauld e do Ano dedicado a este religioso francês, explorador do deserto do Saara e estudioso da língua e da cultura dos Tuaregues.

Os tuaregues fazem parte do povo berbere, nômade, que se desloca entre o centro e o Oeste do deserto do Saara.

Por ocasião do Centenário de morte de Charles de Foucauld, os Bispos argelinos divulgaram uma Carta destacando o exemplo deste bem-aventurado, que continua a inspirar aquela Igreja. Em concomitância com o Jubileu da Misericórdia, que acaba de se encerrar, foi dedicado um Ano a Charles de Foucauld, cujas celebrações tiveram início em 4 de dezembro de 2015.

“Este religioso se fez tudo para todos”, escrevem os Bispos, dedicando-se ao “apostolado da bondade” na Argélia, longe de fazer qualquer proselitismo. Sua vida foi marcada pela imitação de Jesus de Nazaré, pela oração e preocupação com os pobres. O seu desejo era o de ser o “irmão universal”, a exemplo de Jesus, aberto à acolhida de todos, independente da condição social, religiosa ou étnica”.

Até aos 28 anos, Charles de Foucauld viveu distante da fé. Mas, em uma viagem ao Marrocos, ao ver o testemunho da fé dos muçulmanos, refletiu sobre a existência de Deus e se questionou: “Mas Deus, existe? Se você existir, faça com que eu o conheça”.

Voltando ao convívio familiar, Charles de Foucauld descobriu a fé cristã e, após uma viagem à Terra Santa, decidiu dedicar-se totalmente a Deus.

Recebeu a ordenação sacerdotal com 43 anos, quando se transferiu para o deserto do Saara, onde conviveu com o povo Tuaregue. Ali viveu como pobre entre os pobres e descobriu uma vida de oração e adoração.

Hoje, no mundo, existem 11 Congregações religiosas e oito Associações de fieis, espalhadas pelos cinco Continentes, que levam adiante a regra de vida de Charles de Foucauld, baseada na ‘Vida de Nazaré’, uma vida simples, pobre e oculta.

Charles de Foucauld foi beatificado pelo Papa emérito Bento XVI, em 13 de novembro de 2005.