Rádio Conexão Católica
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Dia de São Roque será celebrado em Campina do Monte Alegre e Bom Retiro

Na próxima segunda-feira (16), celebramos o Dia de São Roque. A data é uma celebração tradicional, homenageando o santo que é considerado padroeiro dos inválidos e cirurgiões, além de ser o protetor contra a peste e demais epidemias.

Na Paróquia Bom Jesus e São Roque do Distrito do Bom Retiro em Angatuba, está acontecendo a dezena em louvor ao Santo Padroeiro, com celebrações todas a noites com a presença de Padres de nossa Diocese.

Na segunda feira (16), o Bispo Diocesano preside a Santa Missa às 19h30. Todas as Missas estão sendo transmitidas ao vivo pela página oficial do Facebook da Paróquia.

Já em Campina do Monte Alegre,  a Paróquia que intitula o Padroeiro São Roque, celebra a 151ª novena em louvor ao Santo, com a celebração eucarística todas as noites a partir das 19h30 e nos sábados e domingos às 19h.

No domingo (15), a partir das 14h, haverá a benção dos ciclistas e em seguida a bençãos dos animais e o leilão de prendas vivas.

Na segunda-feira (16), a Santa Missa será às 8h presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto, e logo após a tradicional carreata pelas ruas da cidade finalizando com a benção dos veículos.

No período da tarde, às 15h será celebrada uma Missa com a benção da saúde e a noite às 19h a Missa de encerramento com procissão e a benção e distribuição do bolo de São Roque.

 

Roque nasceu entre 1345 e 1350, na cidade francesa de Montpellier. Oriundo de uma família da alta nobreza, sendo o seu pai, João, senhor de grandes domínios, e sua mãe, Libera, natural da Lombardia. Roque cresceu num ambiente cristão e, desde cedo, manifestou sinais de grande humanidade e enorme generosidade. Ainda jovem, ficou órfão, pelo que decidiu confiar a um tio a tarefa de cuidar dos seus bens, repartiu uma outra parte pelos pobres, cobriu o seu corpo de vestes e partiu como peregrino em direção a Roma.

Neste período, a peste chegou à Europa através dos portos da Itália, França e Espanha e, em poucos anos, a bactéria Yersinia pestis ou Pasteurella pestis propagou-se pelas cidades, contagiando, debilitando e matando milhares de pessoas. Perante uma situação tão dramática, as enfermarias e os hospitais avolumaram enfermos a necessitar de cuidados. Foi neste cenário de crise e de medo, que Roque, cumprindo a sua peregrinação, decidiu ajudar muitos enfermos, aos quais reconfortava corpórea e espiritualmente desenhando sobre a testa o sinal da cruz. Em 1367, Roque chegou à cidade de Acquapendente, na província de Viterbo, dirigindo-se a um hospital para cumprir o seu voto de caridade. Retomou a sua viagem e nesse mesmo ano chega a Roma, onde cuidou de um cardeal (ou alto prelado), que, reconhecido o apresentou ao Papa Urbano V.

Permaneceu alguns anos em Roma, mas por volta do ano de 1370-1371, Roque iniciou a jornada de regresso. Em Placência alojou-se num hospital, dedicando tempo ao serviço e cuidado dos doentes, mas essa exposição originou o seu contágio.

Perante os sintomas da peste (demonstrados pela linfadenite inguinal – bubão – próximo do local da picada), Roque decidiu isolar-se e refugiou-se num bosque perto de Sarmato, onde foi milagrosamente alimentado por um cão que retirava todos os dias um pão da mesa do dono, Gotardo, para lho levar.

Quando recuperou da doença, resolveu regressar à sua pátria mas, ao chegar à zona de Placência, um dos locais mais atingido pelo conflito entre o Ducado de Milão, foi tomado como um dos revoltosos, sendo feito prisioneiro e passando cerca de cinco anos em cativeiro em Voghera, durante os quais padeceu inúmeros sofrimentos. A família só o reconheceu após a morte, que ocorreu a 16 de agosto, num ano entre 1376 a 1379, ao que parece graças a um sinal de nascença, tendo um tio decidido dar-lhe piedosa sepultura em Voghera.

Os restos mortais de São Roque foram trasladados para Veneza em 1483. Devido à fama dos inúmeros milagres que operara durante a sua permanência em Itália, as relíquias do Santo foram distribuídas pelas cidades de Antuérpia, Arles e Lisboa.

A sua memória litúrgica é celebrada a 16 de agosto e o povo cristão assegura que todo aquele que recorre com fervor à sua intercessão é atendido em suas súplicas, sendo essa a razão pela qual ainda hoje é considerado um poderoso advogado contra o mal da peste e de outras doenças.