O Ano Santo é compreendido como um tempo de graça que visa à renovação espiritual dos fiéis e ao fortalecimento da vida cristã. Nesse período, a Igreja convida cada pessoa à conversão interior, à reflexão sobre a própria caminhada de fé e à redescoberta da misericórdia divina por meio dos sacramentos, especialmente a confissão e a Eucaristia. Para os fiéis, o Jubileu é uma oportunidade de retomar valores essenciais do Evangelho.
Os peregrinos, ao atravessar as Portas Santas ou visitar basílicas e santuários jubilares, realizam um gesto de penitência e esperança, expressando o desejo de renovação e de reconciliação. Ao receberem a indulgência plenária, enxergam um sinal concreto do perdão. Assim, o Ano Santo torna-se um tempo espiritual que favorece o reencontro com Deus, aprofunda a vivência de vida e motiva a prática constante das obras de misericórdia.
Segundo padre Roberto Januário, o Ano Santo nos convida a refletir sobre nossa vida cristã. “Estamos vivendo uma sociedade muito violenta no mundo inteiro, uma sociedade que não está sabendo perdoar e viver os preceitos de Cristo” comenta.
Ainda segundo o sacerdote não podemos dizer que somos seguidores de Cristo se não levarmos os seus ensinamentos adiante. “Nós somos esses peregrinos que levamos os ensinamentos de Cristo na nossa vida e nas nossas palavras”, conclui.
O Ano Jubilar assume profunda relevância pastoral e missionária. Ele fortalece a unidade e a comunhão entre as dioceses, renova o sentido de pertença ao Povo de Deus e impulsiona iniciativas voltadas à caridade, ao serviço e ao cuidado fraterno. É um convite a olhar com atenção para as necessidades do mundo e para os desafios de hoje. A presença de milhões de peregrinos ressalta a dimensão universal da fé que busca por esperança, reconciliação.
Para a devota Edna Conceição, ser peregrino é abandonar-se em Deus, por Deus e com Deus. “É se colocar a caminho no anúncio do Evangelho em meio a este mundo marcado pela violência, pelo desamor, pelo imediatismo. No nosso peregrinar, somos convidados a nos desprender de nós mesmos e a ser dependentes de Deus; somos convidados a sermos administradores, pois nada é nosso tudo é d’Ele, e tudo, com Ele, nós podemos”, diz.
A devota ainda comenta que o peregrino nunca caminha sozinho e sempre chama um irmão para estar ao seu lado, para partilhar as dores, as alegrias e as conquistas. “Esse irmão é a face de Deus em meio a nós. Gratos somos por sermos peregrinos da esperança, da paz, da justiça e do amor de Deus em cada um de nós”, conclui.
Já o Padre Sirlei de Oliveira, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, da Diocese de Itapetininga/SP, relembra as atividades realizadas na diocese e em sua paróquia, de modo que todos possam celebrar juntos este Ano Santo. “Aqui na nossa região sul, aconteceu o Jubileu dos Catequistas; foi um dia de muita graça, com procissão, missa e confissões”, ressaltou o padre.
O sacerdote também recorda que, durante o Ano Jubilar, a Diocese recebeu um novo bispo, Dom Luiz Antônio Ricci, que sucedeu o atual bispo emérito, Dom Gorgônio, o qual esteve à frente da diocese por 27 anos.
Por fim, o balanço demonstra que o Ano Santo deixa um legado espiritual e pastoral que permanece mesmo após seu encerramento: fortalece a missão da Igreja, renova a fé do povo e reafirma a importância de viver o Evangelho com responsabilidade e compromisso, transformando vidas e contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Nesse período, destacou-se também a intensa participação dos fiéis, que peregrinaram às basílicas e santuários de todo o mundo, fortalecendo ainda mais a experiência jubilar. Tudo isso se sustenta na certeza de que a esperança não decepciona.
