PAPA COM O PRESIDENTE: REFORMAS SOCIAIS E O PAPEL DA IGREJA

Após a passagem por Guayaquil, aonde o Papa visitou o Santuário Nacional da Divina Misericórdia e celebrou uma missa para 1 milhão de pessoas no Parque de Los Samanes, Francisco retornou à capital equatoriana, Quito, no final da tarde.

Do aeroporto, se dirigiu diretamente ao Palácio presidencial ‘Carondolet’, sede da residência oficial do Presidente da República. Não obstante a chuva que caiu durante toda a tarde, milhares de fieis aguardaram o Pontífice e permaneceram às beiras da estrada para ver o Papamóvel passar. Situado no centro histórico da cidade, o edifício, construído em fins do século XVIII, é hoje um museu aberto e integra o Patrimônio cultural do país.

A saudação à multidão

De um balcão, o Pontífice e o Presidente saudaram o povo que queria ver o Papa e gritava o seu nome. Foi uma visita de cortesia, com as características protocolares destas ocasiões: encontro dos chanceleres, apresentação dos familiares do Presidente, das delegações, troca de dons e enfim, a audiência a portas fechadas entre o Papa Francisco e Rafael Correa.

Clima informal e temas da audiência

No Palácio, Francisco saudou também expoentes da sociedade civil e representantes de várias etnias do Equador, minorias com as quais o Presidente demonstra grande familiaridade. A Correa, o Papa doou um mosaico – obra de artesãos do Vaticano – que reproduz Maria com o menino em estilo bizantino.

A situação difícil do Equador, onde protestos populares tentam impedir as reformas sociais, e as expectativas da Igreja, que quer ter reconhecido seu papel a serviço do povo e que sejam respeitados – não apenas na teoria – os valores da vida e da família. Estes foram os temas da conversa entre os dois líderes, na sede do governo equatoriano. O de hoje foi o quinto encontro entre Bergoglio e Correa, depois dos romanos (19 de março e 19 de abril de 2013 e 28 de abril passado) e a breve saudação deste domingo (05/07) no aeroporto de Quito.