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Papa Francisco recebe chefes de Estado da União Europeia no Vaticano

Nas vésperas do dia que marca o aniversário de 60 anos dos Tratados de Roma que consolidaram o que conhecemos hoje como comunidade europeia, o Papa Francisco encontrará chefes de Estado e líderes de governo de 27 países que estarão na capital italiana para as comemorações da data. A audiência começa às 18h desta sexta-feira (24), no Palácio Apostólico, no Vaticano.

Os presidentes do Parlamento Europeu, Antoio Tajani, do Conselho Europeu, Donald Tusk, e da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, também farão parte do encontro. Está previsto um discurso do Papa depois das intervenções do primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, e do presidente do Parlamento Europeu. Ao final da audiência, o Pontífice junto aos chefes de Estado farão uma foto oficial de grupo na Capela Sistina.

Entre os líderes visionários que inspiraram a criação da União Europeia estava o italiano Alcide de Gasperi. A filha dele, Maria Romana, comentou sobre o projeto dos fundadores e o papel fundamental do Papa Francisco para uma Europa unida, próspera e de paz.

Maria Romana de Gasperi – “A esperança é que também os jovens escutem as palavras dos líderes que se encontrarão aqui na Itália, todos juntos, não somente para lembrar, mas sobretudo para produzir projetos para esta Europa que, neste momento, caminha muito lentamente e diria quase com pouca esperança. O importante seria conseguir dar um novo ar, um novo e importante futuro, que seja sério e construtivo, não somente de palavras!”

Ao receber o Prêmio Carlo Magno, Francisco, um Papa não-europeu, se dirigiu à Europa e fez um apelo para se “sonhar” um novo humanismo europeu. Maria Romana de Gasperi falou sobre a contribuição do Pontífice à liderança política europeia.

Maria Romana de Gasperi – “Acredito que seja a serenidade da sua fé. Pode ajudar a entender que não é suficiente lançar leis econômicas para estarmos unidos ou para se querer bem: penso que para se fazer uma unidade política, as dinâmicas econômicas não são suficientes, são positivas mas não suficientes para a unidade. Deve-se existir esse amor de um pelo outro, esse amor da cultura de um país com o outro. São necessárias esperanças comuns, uma estrada, uma esperança que seja comum.”