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Papa pede proteção para os civis iraquianos

Na conclusão da audiência geral aos fieis, na praça São Pedro, o Papa Francisco saudou os grupos presentes na Praça, como a delegação iraquiana de representantes religiosos acompanhada pelo Cardeal Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. A eles, o Pontífice dirigiu especificamente algumas palavras:

“A riqueza da querida nação iraquiana reside precisamente neste mosaico que representa a unidade na diversidade, a força na união, a prosperidade na harmonia. Queridos irmãos, encorajo-os a continuar assim, convidando-os a rezar para que o Iraque encontre na reconciliação e na harmonia entre seus componentes étnicos e religiosos, a paz, a unidade e a prosperidade. Meu pensamento é para os civis retidos nos bairros ocidentais de Mossul e os desalojados pela guerra, aos quais me sinto unido no sofrimento por meio da oração e da proximidade espiritual. Ao expressar profunda dor pelas vítimas do sangrento conflito, renovo a todos o apelo a se comprometerem com toda a firmeza possível com a proteção dos civis: é uma obrigação imperativa e urgente”.

As últimas notícias provenientes do Iraque falam da descoberta daquela que seria a maior vala comum do Iraque, próxima da cidade de Mossul, onde os militantes do Daesh teriam enterrado as suas vítimas. As autoridades iraquianas admitem que pode haver restos mortais de seis mil pessoas. As vítimas seriam elementos dos serviços de segurança e da polícia que foram mortos quando o autoproclamado ‘Estado Islâmico’ conquistou a cidade, em 2014.

Um comunicado da Anistia Internacional divulgado terça-feira (28/03) denuncia que centenas de civis morreram em Mossul no interior das suas casas ou em refúgios depois de o Governo do Iraque lhes ter pedido para não fugirem durante a ofensiva da cidade.