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Papa recebe família Habsburgo: Beato Carlos I intercessor da paz

O Papa recebeu na manhã deste sábado (05/11) na Sala Clementina, cerca de 300 membros da Família Habsburgo da Áustria, que vieram a Roma em peregrinação jubilar.

Em seu discurso, Francisco recordou que, precisamente há 100 anos, o bem-aventurado Carlos da Áustria, subiu ao trono. A sua presença espiritual, em meio à Família austríaca, – disse – se torna ativa em nossa história, com seus desafios e necessidades.

De fato, afirmou o Papa, alguns entre vocês assumem importantes cargos em Organizações de Solidariedade e Promoção humana e cultural, como também sustentam o projeto da Europa como “Casa Comum”, que se baseia nos valores humanos e cristãos.

A seguir, Francisco expressou sua satisfação ao saber que no âmbito da nova geração da Família Habsburgo surgiram vocações ao Sacerdócio e à Vida Consagrada:

“Por isso, com vocês, dou graças ao Senhor e aproveito a oportunidade de reconfirmar que a família cristã é o primeiro terreno onde as sementes das vocações, – a partir da vida conjugal, que é uma verdadeira vocação, – podem germinar e se desenvolver”.

Por fim, o Papa recordou o exemplo do bem-aventurado Carlos da Áustria que, antes de tudo, foi um bom pai de família e, como tal, servidor da causa da paz e da vida. Ele, que serviu o exército austríaco no início da I Guerra Mundial, assumiu o poder da Áustria em 1916; foi sensível ao desejo do Papa Bento XV, prodigalizando-se, com todas as suas forças, para a construção da paz, a ponto de ser incompreendido e ridicularizado.

Francisco concluiu convidando os presentes a invocarem o bem-aventurado Carlos da Áustria, como intercessor, para obter de Deus a paz para a Humanidade.

Família Habsburgo

A “Casa de Habsburgo” também conhecida como “Casa da Áustria” é uma família nobre europeia, uma das mais importantes e influentes na história da Europa (séc. XIII-XX). A esta família pertenceu Maria Leopoldina da Áustria, esposa do Imperador Dom Pedro I e mãe do último Imperador brasileiro Dom Pedro II.

Sob a dinastia soberana de Habsburgo encontravam-se o Sacro Império Romano Germânico (962-1806) e o Império Austro-Húngaro (1867 a 1918).

Em 1273, a Casa de Habsburgo foi denominada “família imperial austríaca”. Atualmente é dirigida por Carlos de Habsburgo-Lorena, que é imperador titular da Áustria, Hungria, Boêmia, Croácia, bem como o titular Rei de Jerusalém.

Foram reconhecidas as virtudes heróicas do bem-aventurado Carlos de Habsburgo, imperador da Áustria e rei da Hungria, e último imperador católico.

Carlos de Habsburgo reinou nos anos da I Grande Guerra Mundial, denominada “massacre inútil”, que Carlos tentou deter sem sucesso.

Imperador Carlos I

Em 1922, em Funchal, Ilha da Madeira, deu-se o funeral de um rei de apenas 34 anos de idade: Carlos I, imperador da Áustria. Não obstante, após cinco meses de permanência na Ilha portuguesa, Carlos morreu pobre e exilado. Os habitantes insulanos já o consideravam santo.

Às vésperas da sua morte, Carlos sussurrou à sua esposa, a imperatriz Zita: “Toda a minha aspiração foi sempre conhecer, o máximo possível e em todas as coisas, a vontade de Deus, e segui-la da maneira mais perfeita”. Era sua aspiração o acompanhou durante todos os dias da sua vida.

O imperador austríaco se despediu da vida terrena, na primavera de 1922, pronunciando, como última palavra, um simples nome: “Jesus”.