PE. LOMBARDI: ENCONTRO PROFUNDO ENTRE O PAPA E POVO EQUATORIANO

O Papa Francisco se encontra no Equador em sua 9ª Viagem Apostólica Internacional que teve início neste domingo (05).

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e da Rádio Vaticano, Pe. Federico Lombardi, concedeu uma entrevista à emissora sobre o clima que se viveu no avião com os jornalistas na ida ao Equador.

“Foi uma viagem serena, segundo o esquema que o Papa usa durante a viagem de ida: encontro com os jornalistas, que não é um encontro tipo coletiva de imprensa com respostas a perguntas comuns, mas uma passagem cumprimentando cada um de perto,  pessoalmente. É um momento bonito e importante porque cria comunidade, cria comunhão entre o Papa e os comunicadores que, de alguma forma, são chamados a ajudar o Papa em sua missão, multiplicando as vozes, multiplicando as mensagens. O Papa consegue suscitar isso muito bem através da relação pessoal muito agradável e que entra nos corações. Este foi o momento, do ponto de vista comunicativo, principal desta longa viagem, em que depois o Pontífice pode descansar, preparar os seus discursos e rezar, como faz nessas ocasiões.”

O que senhor diz sobre o primeiro discurso do Papa Francisco nesta primeira etapa dos três países que visitará?

“O Papa é muito consciente do momento histórico que estes países vivem e da importância de ajudá-los a se orientar bem no caminho do desenvolvimento verdadeiro, da dignidade humana e do bem comum, um desenvolvimento que seja inspirado pela fé cristã. O Papa disse que o Evangelho oferece chaves para enfrentar os problemas que existem nesses países. Naturalmente, o Pontífice pensa no crescimento da justiça, da integração comunitária das minorias ou das pessoas marginalizadas e dos grupos desfavorecidos e assim por diante. O Papa dá uma mensagem e um impulso muito forte que pode ajudar a encontrar a direção justa quando as direções talvez são justas, mas precisam ser corrigidas em vários aspectos. Uma perspectiva muito positiva. O Santo Padre proferiu palavras bonitas ao povo equatoriano “que com tanta dignidade se levantou”. Reconhece que está fazendo um esforço, está obtendo resultados. Naturalmente, é um caminho que deve ser continuado e aperfeiçoado para que o desenvolvimento seja pleno, digno da pessoa humana e da participação comunitária de todos, e assim por diante.”

O senhor chegou há poucas horas e obviamente não viu muito, mas existe algo que o impressionou na chegada?

“Impressionou-se positivamente o que de alguma maneira estávamos esperando, ou seja, o afeto, a alegria do povo ao receber o Papa que é visto como um Papa da família, um Papa próximo, um Papa que fala a este povo de forma espontânea, simples e concreta. O acolhimento maravilhoso ao longo das estradas de Quito hoje manifesta o que continuaremos a ver nos próximos dias: o encontro profundo entre o Papa e o povo, não um encontro superficial, mas um encontro profundo. Isso se vê também nos rostos e comportamentos das pessoas, em seus sorrisos e lágrimas de emoção. Acredito que o Papa, que se sente muito o tema do povo como experiência comunitária, também no viver a fé, a religiosidade popular, no traduzir a fé em realidade concreta na vida cotidiana, poderá viver dias de encorajamento para ele e para os outros nesta comunidade, nesta comunhão de pastor com um povo grande que o escuta e o entende.”