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Relíquia de São João Paulo II está exposta na capela da Cúria

A relíquia de primeiro grau (uma gota de sangue) do Papa São João Paulo II está exposta, desde a manhã desta terça-feira (22/10), na Capela desta Cúria Diocesana para veneração. A relíquia permanece até esta sexta-feira (25/10). Os fieis e devotos poderão visitar a capela para veneração de terça a sexta-feira das 8h30 às 11h e das 13h30 às 16h30. Não é necessário agendar horário para veneração. A Cúria está localizada na rua General Carneiro, 409, Centro de Itapetininga (SP).

Nesta terça-feira a Igreja celebra o dia do Papa “Peregrino do Amor”, São João Paulo II. A data foi estabelecida pelo Papa Francisco por se tratar do dia em que Karol Wojtyla celebrou a primeira missa como Pontífice, 1978.

Vale recordar também que, esta Diocese foi criada no pontificado do então, Papa João Paulo II, em 15 de abril de 1998, pela Bula Pontifícia Apostolicum Munus. E no ano seguinte, Dom Gorgônio homenageou o Pontífice, nomeando o Seminário Diocesano com seu nome.

Relicário com fragmento da gota do sangue de São João Paulo II

A veneração de relíquias dos Santos tem seu fundamento na própria natureza humana, que tende a guardar com estima os despojos e sinais que lembrem estes queridos já falecidos. No plano da fé esta veneração é corroborada pela convicção de que os corpos dos Santos foram templos do Espírito Santo e instrumentos por Este utilizados para produzir boas obras”, afirma o site da Cléofas.

O site explica ainda que, “A Sagrada Escritura oferece fundamento à prática cristã quando, por exemplo, nos diz que lenços e panos que haviam tocado o corpo de São Paulo eram aplicados aos doentes com efeitos salutares para estes (cf. At 19, 11s); em Mateus, capítulo 9, versículo 20, lê-se que certa mulher enferma tocou as vestes de Jesus, confiante em sua cura, e foi por Jesus curada (…). A Tradição cristã, desde os primeiros séculos, conservou e venerou as relíquias como símbolos dos santos mártires e confessores chamados à Casa do Pai.  Assim se foi consolidando o culto (relativo) das relíquias na Igreja”.

História do Santo*

São João Paulo II nasceu no dia 18 de Maio de 1920, em Wadowice, na Polônia. Foi batizado com o nome de Karol Wojtyła. Em Outubro de 1942, entrou no seminário de Cracóvia clandestinamente, por causa da invasão comunista em seu país, e a 1º de Novembro de 1946, foi ordenado sacerdote. Em 4 de Julho de 1958, o Papa Pio XII nomeou-o Bispo auxiliar de Cracóvia. Tendo em vista sua espiritualidade marcadamente mariana, Karol escolheu como lema episcopal a conhecida expressão “Totus tuus”, de São Luís Maria Grignion de Montfort, grande apóstolo da Virgem Maria. A ordenação episcopal de Wojtyla foi em 28 de Setembro do mesmo ano. No dia 13 de Janeiro de 1964, foi eleito Arcebispo de Cracóvia. Em 26 de Junho de 1967, foi criado Cardeal por Paulo VI. Na tarde de 16 de Outubro de 1978, depois de oito escrutínios, foi eleito Papa.

A espiritualidade mariana do grande São João Paulo II o levou a uma vida inteiramente dedicada a Deus, principalmente os seus mais de 25 anos de pontificado, um dos mais longos da história da Igreja. Olhando para a vida de João Paulo II, este santo dos nossos dias, podemos aprender a espiritualidade que o fez um dos Papas mais extraordinários de todos os tempos e que o elevou rapidamente à glória dos altares.

Ainda seminarista, um livro clássico de espiritualidade mariana o ajudou a tirar as dúvidas que tinha em relação à devoção a Nossa Senhora e a centralidade de Jesus Cristo na vida e na espiritualidade católica.

A obra que marcou profundamente a vida e consequentemente a espiritualidade de Karol Wojtyla foi o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort. Falando às Famílias Monfortinas, o Papa João Paulo II disse que o Tratado é um “texto clássico da espiritualidade mariana”, que teve singular importância em seu pensamento e em sua vida. Segundo o Santo Padre, o Tratado é uma “obra de eficiência extraordinária para a difusão da ‘verdadeira devoção’ à Virgem Santíssima”. São João Paulo II experimentou e testemunhou essa eficácia do Tratado em sua própria vida:

“Eu próprio, nos anos da minha juventude, tirei grandes benefícios da leitura deste livro, no qual “encontrei a resposta às minhas perplexidades” devidas ao receio que o culto a Maria, “dilatando-se excessivamente, acabasse por comprometer a supremacia do culto devido a Cristo”. Sob a orientação sábia de São Luís Maria compreendi que, quando se vive o mistério de Maria em Cristo, esse risco não subsiste. O pensamento mariológico do Santo, de fato, “está radicado no Mistério trinitário e na verdade da Encarnação do Verbo de Deus”.

*Fonte: Canção Nova
Fotos: Assessoria de Comunicação/Diocese de Itapetininga

PALAVRA DO BISPO

Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto

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