Seminário Diocesano acolhe cinco novos seminaristas para o ano de 2022

O Seminário Diocesano São João Paulo II, através do seu Reitor Pe. Marco Antônio Custódio, anunciou neste último sábado (04), a aprovação dos novos seminaristas que ingressarão oficialmente a casa de formação no ano de 2022.

Os cinco aprovados passaram por um processo de discernimento vocacional durante todo o ano e neste sábado, aconteceu a entrevista com os candidatos que iniciarão o processo formativo

Essa entrevista trata-se de uma conversa com o Bispo Diocesano, Dom Gorgônio, e com o Reitor, Padre Marco Antônio Custódio, objetivando aprofundar ainda mais sobre a vida e caminhada vocacional do candidato, ajudando-o no percurso do discernimento.

Os novos vocacionados acolhidos são:

– Charbel Halim Moubarak Fogaça da Paróquia São Roque de Itapetininga;
– Jean Leandro Vieira Seabra da Catedral Nossa Senhora dos Prazeres de Itapetininga;
– João Vitor Santos de Almeida da Paróquia Bom Jesus do Distrito do Bom Retiro.
– Leonardo Costa de Camargo Barros do Santuário Nossa Senhora da Conceição de Tatuí;
– Vinicius de Souza Alves Fogaça da Catedral Nossa Senhora dos Prazeres de Itapetininga.

A Santa Missa em ação de graças à admissão dos novos vocacionados na casa de formação de nossa diocese será dia 21 de fevereiro de 2022.

Rezemos para que Deus continue suscitando vocações para a Igreja e de modo particular, para nossa diocese de Itapetininga

A Formação no período propedêutico

Capela do Seminário São João Paulo II

A necessidade de um espaço adequado para apurar o discernimento da vocação ao ministério presbiteral, cultivada com o acompanhamento da pastoral vocacional da paróquia ou da diocese, apresenta no chamado propedêutico uma forma de acompanhamento que possibilite ao vocacionado uma ajuda para que ele possa desenvolver as qualidades e aptidões humanas, cristãs e apostólicas em vista de sua opção.

Para qualificar o candidato para o ingresso no Seminário, quando cursará a Filosofia e a Teologia, esse período de preparação humana, cristã, comunitária, intelectual e espiritual se faz em espaço adequado após o nível médio de ensino, em pelo menos um ano de duração, onde uma equipe responsável acompanha com uma programação própria a formação do candidato.

A formação deve privilegiar algumas dimensões essenciais: a dimensão humano-afetiva, a dimensão comunitária, a dimensão espiritual, a dimensão intelectual e a dimensão pastoral-missionária entre outras possíveis. Cada dimensão exige instrumentos adequados que dêem ao vocacionado as condições necessárias de estar preparado para a caminhada no tempo do Seminário.

Amadurecendo sua opção o candidato terá a capacidade de assumir livre e conscientemente as exigências do período de formação específica em vista ao ministério. Desenvolvendo e ampliando sua capacidade intelectual poderá usar com maior probidade seu senso crítico para julgar a realidade sem se alienar em saídas simplistas. Aprofundando sua vida de fé contará com a intimidade com Deus que lhe dará a coragem necessária para viver os conflitos do mundo atual que dificultam caminhar com Jesus Cristo e discernir nos caminhos da história a condução do Espírito Santo.

No tempo do propedêutico o candidato poderá entender melhor a dimensão eclesial de sua vocação enquanto terá mais tempo para a oração, para o estudo, para a partilha, para o retiro e outros  exercícios espirituais que lhe darão maior proximidade com o Cristo Bom Pastor com o qual pretende se configurar no exercício do futuro ministério sacerdotal.

O propedêutico, portanto, deve preparar os candidatos para as dificuldades próprias de um exigente tempo de preparação específica em vista dos compromissos que deve assumir não só quando vier a ser ordenado, mas para a vida de seminário onde há uma responsabilidade compartilhada para alcançar os objetivos propostos.

Deve-se levar em consideração que cada candidato tem sua história, sua cultura, sua identidade própria que devem ser trabalhadas para o enriquecimento da unidade e da comunhão da futura inserção no presbitério da diocese. As capacidades, dons e talentos de cada um devem ser trabalhados em função do objetivo comum, ou seja, de poder se integrar na caminhada do povo de Deus como coordenador e líder da comunhão e da unidade que dão consistência à Igreja de Jesus Cristo.

Estas orientações se encontram explicitadas e desenvolvidas nos Documentos da Igreja e, de maneira especial estão no Documento 93 da CNBB, Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil. Elas devem ser refletidas, entendidas e acatadas, pois, servem de parâmetro para a formação dos futuros presbíteros.

Com alegria e esperança colocamos aos pés da Senhora dos Prazeres nossa intenção e desejo sincero de trabalhar para a formação dos padres na nossa Diocese e caminhar na unidade e comunhão como testemunho de Igreja para os futuros padres.