Rádio Conexão Católica

Tempo Pascal: Alegria da graça da Ressurreição de Cristo

Celebramos neste último domingo (17), a Páscoa do Senhor, que é o acontecimento mais importante da história para os cristãos. Afinal, a Páscoa é o memorial da morte e ressurreição de Cristo.

Nesta festividade celebramos a vitória da vida sobre a morte, a ressurreição e a vida eterna, frutos que revelam o Plano de salvação de Deus.

Com um significado tão valoroso, a Festa da Ressurreição de Jesus Cristo não poderia ser comemorada em apenas um dia.

Por essa razão, a Igreja celebra até o domingo seguinte, a Oitava de Páscoa, para que possamos viver e comemorar, igualmente a cada dia, a Festa da Ressurreição de Jesus Cristo. Ou seja, todo o período de oito dias é considerado como uma só celebração prolongada. É como se todos esses dias fossem o Domingo de Páscoa.

A celebração da “Oitava” tem suas raízes no Antigo Testamento, no qual os judeus festejavam as grandes festas por oito dias. Do mesmo modo, como se lê em Gênesis (17,9-14), há muito séculos, Deus fez uma aliança com Abraão e sua descendência, cujo sinal é a circuncisão no oitavo dia depois do nascimento.

O próprio Jesus, como todo judeu, também foi circuncidado ao oitavo dia e ressuscitou no “dia depois do sétimo dia da semana”. Assim, a Oitava, que são os oito dias, segue sendo uma tradição muito importante na Igreja e, por isso, estabeleceu-se apenas dois momentos no calendário litúrgico: a “Oitava de Páscoa” e a “Oitava de Natal”.

O Bispo Diocesano, Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto, celebrou a Santa Missa de Páscoa nas Catedral Nossa Senhora dos Prazeres em Itapetininga.

Tempo Pascal

O Tempo Pascal é um período do Tempo Litúrgico, que se inicia com a Vigília Pascal e segue até a Solenidade de Pentecostes, comemorado este ano no dia 05 de junho, data em que festejaremos a descida do Espírito Santo.

Ao total, o Período Pascal tem duração de cinquenta dias ou ainda sete domingos, que devem ser vivenciados com profunda alegria e na presença de Cristo Ressuscitado.

Segundo Santo Atanásio, o Tempo Pascal deve ser celebrado como um “grande domingo”, ou seja, um domingo com duração de cinquenta dias, e o Domingo da Páscoa, segundo Santo Agostinho, deve ser considerado e celebrado como o “Domingo dos domingos”.

Este período é caracterizado pela cor branca, pelo canto do Aleluia, músicas alegres, a presença do Círio Pascal, que deve ser enfeito, colocado em local de destaque e permanecer aceso em todas as celebrações até o Domingo de Pentecostes para expressar a vivência do mistério pascal.

Já as leituras da Santa Missa convidam os fieis a reviverem a ressurreição de Cristo, a aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos, a ascensão do Filho de Deus aos Céus e o envio do Espírito Santo à Igreja, cinquenta dias após a ressurreição de Cristo.

 

Acesse o link e confira todas as fotos: https://diocesedeitapetininga.org.br/missa-de-pascoa-2022-ressurreicao-do-senhor/

Fotos: William Furtado

Texto: https://arqbrasilia.com.br